Mostrando postagens com marcador Cuidados com o Bebê. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cuidados com o Bebê. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Relactação

Relactação é um termo utilizado para a mulher que já esteve grávida em algum momento da vida e quer voltar a amamentar um bebê, seja ele biológico ou não. Isso mesmo! É a engenharia perfeita do corpo humano atuando em favor da alimentação natural.

Estudos mostram que a relactação ganhou força em situações de catástrofes, salvando vidas de muitas crianças que ficaram órfãs após a II Guerra Mundial, as quais eram amamentadas por outras mulheres, sendo uma fonte segura de alimento. Nos dias de hoje a técnica é amplamente empregada em comunidades pobres da África e da Índia. Há relatos de que em tribos africanas, em 1909, as avós relactavam para amamentar seus netos por tradição cultural.

As indicações são muitas, mas no Canadá e no Brasil tem ajudado mamães nas seguintes situações:


• Aquelas que não puderam amamentar seus bebês logo após o nascimento, por internações maternas ou do bebê;

• Bebês com alergias alimentares após desmame precoce como, por exemplo, a alergia ao leite de vaca;

• Mamães que apresentam alguns casos de hipogalactia, que é a diminuição da produção de leite materno;

• Diante das dificuldades iniciais da amamentação, algumas mamães desmamam seus bebês por falta de orientação profissional, desmotivação e influência de terceiros, mas podem ser beneficiadas com a relactação.


A técnica é muito simples e pode ser conduzida por um profissional de saúde com sólidos conhecimentos em aleitamento materno: Uma sonda nasogástrica nº4 tem suas pontas cortadas e aparadas. Uma das extremidades é afixada com fita hipoalergênica junto ao mamilo e a outra é mergulhada em um recipiente com leite humano, que pode ser conseguido em um banco de leite. Ao sugar, o bebê recebe o alimento através da sonda, ao mesmo tempo em que estimula a produção dos hormônios hipofisários, prolactina (responsável pela produção de leite) e a ocitocina (responsável pela ejeção do leite). O interessante é que o bebê não desiste de sugar o seio porque recebe dele o leite para saciar suas necessidades, ainda que não seja inteiramente o leite de sua mãe.

Para que as etapas sejam bem sucedidas, é essencial o acompanhamento de um profissional, além de muita motivação materna e envolvimento familiar. A mamãe deverá estar disponível para as mamadas que deverão ocorrer sob livre demanda ou no máximo a cada duas horas, inclusive no período noturno, onde a secreção de prolactina é mais acentuada. Além disso, o profissional deve cercar todos os fatores de risco que podem levar o processo ao fracasso, através de estratégias pontuais e preparo do ambiente para que a mamãe não fique ansiosa ou viva situação de forte estresse.

A boa notícia é que os resultados podem aparecer em uma semana, podendo levar entre 15 e 45 dias para que a produção de leite se restabeleça por completo. Vale ressaltar que apesar de 84,8% das mulheres conseguirem relactar, deve-se considerar que quanto mais jovem for a criança, mais fácil será para fazer com que ela volte a mamar, por não ter tido contato prolongado com bicos artificiais e outros alimentos. Além disso, estudos mostram que relactar é mais fácil quando o intervalo entre o parto e o início da relactação é menor que seis meses. O gráfico a seguir ilustra os principais fatores que afetam a relactação:




É possível perceber que o fator mais expressivo é a correta estimulação das mamas, acompanhado por apoio profissional, desejo e idade do bebê, apoio familiar e motivação materna.


Matéria cedida gentilmente pela nossa colaboradora, Enfª Grasielly Mariano
Consultora e Pesquisadora em Aleitamento Materno - COREN 024.093
A Enfª Grasielly é membro do Núcleo de Ensino e Pesquisa em ALeitamento Materno da Escola de Enfermagem da USP, autora de mais de 20 artigos científicos sobre amamentação e relactação e palestrante em congressos nacionais e internacionais. Na Lactare PromoPrevent atua como consultora em aleitamento materno e gerente de projetos para grandes corporações empregadoras de mulheres, elaborando e gerindo atividades de promoção de saúde e prevenção de doenças à população feminina.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Colesterol nas crianças


crianças a comer hamburgerO colesterol é um componente essencial das membranas celulares dos mamíferos e é sintetizado, na sua maioria, pelo próprio organismo. Apenas uma pequena parte deste é obtida através da dieta.
O colesterol também participa na fabricação da bílis que intervém na digestão das gorduras, é importante para o metabolismo de vitaminas como a A, D, E e a K, e ainda, é o principal precursor da síntese de vitamina D e de hormonas como o cortisol, a aldosterona, a progesterona, a testosterona e os estrogénios.
Estudos provam que uma dieta muito rica em colesterol aumenta consideravelmente o risco de destetoscópio e coraçãooenças cardiovasculares. O que se está a verificar hoje em dia é que este risco não é exclusivo dos adultos.
A tendência atual é para um aumento do número de crianças que possuem níveis elevados de colesterol.
Este facto é de tal maneira preocupante que se criaram novas recomendações para os profissionais de saúde, no sentido de se efetuar um rastreio regular em crianças, a partir dos 9 anos de idade. Este rastreio poderá justificar-se em crianças abaixo dos 9 anos de idade quando existe na sua história familiar, casos de patologia cardiovascular em idade precoce.bebê a mamar
É pois fundamental que os pais comecem, desde o nascimento, a implementar estratégias que previnam o risco dos seus filhos desenvolverem hipercolesterolemia (colesterol elevado).
A primeira forma de prevenção a aplicar é a prática do aleitamento materno, até aproximadamente um ano de idade. O leite materno contém substâncias anti oxibatatas fritasdantes que protegem os vasos sanguíneos da gordura que neles circula.
A ingestão reduzida de alimentos contendo ácidos gordos saturados tais como carnes vermelhas gordas, gemas de ovos, docriança a comer maçaces, batatas fritas, queijos, mariscos, etc., privilegiando alimentos ricos em ácidos gordos polinsaturados como a carne branca, salmão ou a sardinha, o uso de azeite em vez de óleo, além da ingestão de legumes e fruta crua que impedem a absorção de grande parte do colesterol pelo nosso organismo, é essencial para uma alimentação saudável e a obtenção de níveis adequados de colesterol, quer na criança quer no adulto.
Outra recomendação a introduzir é a prática de exercício físico regular

Fonte: Bebê atual

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Crosta Láctea

A crosta láctea não é mais do que uma forma de dermatite seborreica exuberante que ocorre na infância. Esta situação é muito comum nos bebês e caracteriza-se pelo aparecimento de escamas ou crostas amareladas e oleosas, sobrepostas, que aderem fortemente à pele mas que não dão comichão, e que se formam devido à excessiva atividade das glândulas sebáceas que acabam por obstruir os poros.
Em regra, surge nas primeiras semanas de vida e desaparece por volta dos 9 meses de idade e, nada tem a ver com uma má higiene no bebê nem com a caspa no adulto.
A crosta láctea também pode surgir noutros locais tais como nas orelhas, sobrancelhas ou nariz. Pode ainda surgir no peito, nádegas ou dobras da pele.bebê no banho de espuma
A causa desta patologia não é ainda totalmente conhecida mas pensa-se que tenha a ver com a presença de hormonas da mãe no bebê, que desencadeiam esta produção exagerada.
Para atenuar este fenómeno, pode aplicar vaselina esterilizada ou óleo de amêndoas doces trinta minutos antes do banho. No banho, poderá utilizar uma escova de pelos macios, própria para bchampôs e loções para bebêebé, para remover a crosta. Massaje suavemente e não friccione, para não causar lesões na pele do bebê. Poderá também usar outros produtos como loções ou champôs com extractos anti-fúngicos para evitar a proliferação de leveduras que estão na base do desenvolvimento deste problema.
Se a situação se agravar, será aconselhável consultar o pediatra.



Fonte: Bebê Atual

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Brilho diferente em olho leva a diagnóstico de câncer em bebê




Ativistas querem que pais sejam alertados sobre uma forma rara de câncer que pode ser detectada através de sinais no olho da criança.
O retinoblastoma, um tumor maligno da retina que afeta crianças com menos de cinco anos de idade, pode levar à remoção do olho se houver demora no tratamento.
Detectar a presença do tumor o mais rápido possível pode acabar sendo decisivo - o que pode ser feito com ajuda de uma mera fotografia.
O sinal mais claro do retinoblastoma é um tipo de brilho branco na pupila do olho, causado pelo reflexo da luz no tumor na parte posterior do olho do bebê. Ele pode ser detectado em fotos do rosto da criança, especialmente quando a cor branca de um olho contrasta com a cor do olho.
Ali Fryer, mãe da pequena Darcey, deve à observação de uma amiga o diagnóstico de sua filha de seis meses, que se deu em fevereiro.
“Uma ex-aluna de piano minha viu um pequeno brilho no olho direito de Darcey (em uma foto) e sugeriu que eu a levasse ao médico. Eu a levei na manhã seguinte e nosso médico nos conduziu diretamente para a emergência. Naquela tarde mesmo (o diagnóstico) foi confirmado’’, conta a mãe.
Ali nunca havia ouvido falar dessa condição. Ela e seu marido não tinham ideia do futuro que seria reservado à sua filha. Foi uma época confusa e penosa.
“Se o tumor tivesse sido um pouco maior, o olho dela teria de ser removido. No momento há uma chance de que em seis meses a quimioterapia possa salvar seu olho’’, conta a mãe.
Tratamento
Darcey foi submetida a quimioterapia e a exames regulares sob anestesia, para avaliar o seu progresso. A criança conta com uma chance de 50% de manter o seu olho direito. Há o perigo de que o tumor se propague para o olho esquerdo – mas é raro que isso aconteça.
No momento, a quimioterapia vem reduzindo o retinoblastoma e Darcey está lidando bem com os efeitos colaterais. A mãe conta que foram prescritos remédios que visam amenizar os efeitos colaterais do tratamento, como uma solução de lactose para combater a constipação, e "um creme maravilhoso para prevenir o ressecamento da pele e a perda de cabelo". "Bem, ela só tem alguns fios, de qualquer maneira", afirma Ali.
A família vem recebendo a visita de enfermeiras duas vezes por semana. Elas monitoram a quimioterapia e realizam testes sanguíneos.
Na Grã-Bretanha, o retinoblastoma afeta um em cada 20 mil bebês por ano e representa 3% dos tipos de câncer no país. A boa notícia é que 98% das crianças submetidas a tratamento sobrevivem. Mas cerca de 80% das crianças afetadas acabam tendo o olho removido porque a maior parte dos casos não é diagnosticada cedo o suficiente.
Prevenção
Ashwin Reddy, cirurgião ocular infantil e perito em retinoblastoma do Royal London Hospital diz que o tumor é capaz de matar.
“Detectar o reflexo branco ou brilho branco no olho pode fazer uma diferença vital porque, assim, o tumor não vai estar tão evoluído e nós não seremos obrigados a remover o olho’’, afirma.
A quimioterapia é o tratamento padrão para o retinoblastoma, mas também podem ser usados terapia a laser e radioterapia.
Um tipo relativamente novo de quimioterapia no qual medicamentos são submetidos diretamente ao olho por meio de uma artéria na perna evita as tradicionais complicações decorrentes da quimioterapia tradicional, que é aplicada através de uma linha intravenosa central.
Mas ainda não há garantias de que novos tratamentos sejam bem-sucedidos. Crianças que acabam tendo de ter seu olho removido podem tê-lo substituído por um olho artificial aplicado seis semanas após a operação.
Ali Fryer adverte para a necessidade de detectar os sinais da retinoblastoma ainda no estágio inicial. “Se você constatar algo incomum no olho de seu bebê ou de sua criança, por favor leve-a ao médico. Pode muito bem não ser nada e você poderá permanecer tranquilo. Ou pode ser algo que exige tratamento. E se for retinoblastoma, você poderá salvar os olhos de sua criança, se não a própria vida dela.’’
Fonte: Uol

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Meu bebê nasceu e agora?

Cuidados com o recém-nascido


Quando você voltar com seu bebê para casa, vai iniciar uma desgastante e longa maratona. Horas de sono serão perdidas para trocar, consolar e alimentar seu filho, enquanto seu corpo pede desesperadamente por uma cama. Quando você finalmente conseguir dar uma deitadinha, escutará o choro dele, e aí começará tudo de novo! 
É ... Ser mãe é assim mesmo! Às vezes será necessário você se desdobrar em duas, três, ou até mais vezes para que não falte nada ao seu lindo bebezinho. 

Nesta matéria, você vai encontrar uma série de informações e esclarecimentos para muitas de suas dúvidas, e também muitas dicas de como cuidar do seu bebê nos primeiros dias de vida. 



Uma breve conversa 

Quando seu bebê for para casa após nascer, todo o carinho e dedicação que você tiver disponível, passará a ser para ele. Por isso, o papai e seus filhos mais velhos poderão se sentir um pouco abandonados e enciumados. Isto é absolutamente normal e todos deverão compreender esta crise de ciúmes e se habituar com a presença do pequenino. Mas você, apesar de estar super atarefada, nunca deverá deixar de estar presente em todas as ocasiões. No fundo, você terá que aprender a ser mãe de toda a família. 

Provavelmente você passará por uma grande fase de ansiedade e de angústia nas primeiras semanas após o parto, o que também é absolutamente normal, principalmente porque de uma hora para outra, será responsável por cuidar daquele ser tão pequenino. É naturalmente compreensível que suas forças, após alguns dias, comecem a faltar. Mas o importante será acudir sempre ao seu filho. 

O aleitamento será uma das tarefas mais complicadas. No início, vai parecer que seu bebê não quer mamar, mas depois acabará se tornando algo muito frequente. Você deverá corresponder sempre aos seus pedidos de mamada, até mesmo para evitar que ele chore, e só deverá parar quando o bebê não quiser mais. Infelizmente será necessário controlar o sono por causa das mamadas, que com certeza, serão várias durante a madrugada. Por isso, recomponha-se, fazendo uma sesta nas horas vagas no decorrer do dia. Assim, seu stress, bem como o cansaço, diminuirão, e as energias poderão ser carregadas. Caso seu bebê esteja mamando na mamadeira, o papai poderá lhe ajudar durante a noite para que você possa se recuperar para o próximo dia. 



As características do recém-nascido 

Não se preocupe se você notar algumas irregularidades ao observar seu bebê logo após o nascimento. Entretanto, se você estiver insegura quanto à aparência dele, converse com seu médico. 
Existem muitos fatores que podem lhe parecer anormais, mas que são comuns em vários recém-nascidos. 


A pele 
A cor da pele do seu bebê poderá apresentar uma tonalidade azulada, acinzentada ou avermelhada, e com despigmentações, e se ele nascer após a 40ª semana, a pele também poderá estar seca e enrugada. Entretanto, tudo isso será passageiro. 


A cabeça 
A cabeça do seu bebê poderá ter uma forma alongada ou bicuda logo após o parto normal. Isto se dá em razão da maleabilidade do próprio crânio, que se alonga e se molda durante o nascimento. Além de facilitar o parto, esta é uma forma que a natureza encontrou para que o cérebro dos bebês não sejam danificados. Como a pele, esta também será uma situação passageira, pois a cabeça voltará a ficar arredondada de dois a três dias após o nascimento. 


A tetinhas 
As tetinhas do seu bebê, independente do sexo, poderão apresentar-se inchadas e avermelhadas. Isto é normal e tem a ver com a presença dos hormônios da mãe no sangue do bebê. O mesmo acontece com as áreas genitais. Tudo isso é transitório e desaparece espontaneamente. 


Os reflexos e sentidos 
O recém-nascido reage a quase todos os estímulos, incluindo o som e a luz. Ao ouvir um som alto, por exemplo, ele chora e estica os braços. Ao tocar com o dedo em sua mão, ele tende a apertá-lo, e o danadinho aparenta querer andar quando é segurado de pé em uma superfície plana. 


A estrutura 
O recém-nascido apresenta um peso médio 3200g, 50cm de altura e entre 34 e 35cm de perímetro cefálico. 


As fezes 
O recém-nascido costuma evacuar várias vezes ao dia, inclusive depois das mamadas. As primeiras fezes eliminadas por ele são chamadas de "mecônio", um material viscoso e de cor verde-escuro, que gradativamente vai se tornando amarelado. 



Cuidados com o recém-nascido 


Os olhos 
O inchaço em torno dos olhos e no rosto do seu bebê é normal. Caso os olhos estejam com remelas, limpe-as com um algodão umedecido em água fervida, do canto do olho para fora. 

O umbigo 
A área do cordão umbilical precisa estar sempre limpa e seca. Sua limpeza deve ser feita uma vez por dia, com uso de sabão neutro durante o banho, até a queda espontânea do coto umbilical, que ocorre por volta do 7º dia após o nascimento. 
Após a limpeza, seque o umbigo com uma toalha, e em seguida, passe em toda a região um cotonete umedecido em álcool 70º. NUNCA utilize qualquer tipo de creme, pomada ou curativo, e não cubra o umbigo com faixas, pois ele deve ficar arejado para permanecer bem seco. Procure evitar que a cintura da fralda fique sobre o umbigo. Se você notar alguma anomalia na área do umbigo, como um cheiro intenso, inchaço ou vermelhidão, entre imediatamente em contato com o pediatra, pois uma infecção nesta região é super perigosa. 


O banho 
O banho do seu bebê deve ser diário e de preferência no período mais quente do dia, entre as 11:00 e 15:00h, num ambiente livre de correntes de ar e próximo ao local de troca. Uma vez definido o horário, este deverá ser mantido como rotina. 
Deixe todo o material para o banho previamente preparado (toalhas, roupas, fralda e produtos de higiene). Quanto à temperatura da água, deverá ser de 36ºC, não sendo preciso usar um termômetro para fazer a verificação. Basta você colocar o punho ou o cotovelo na água, que deverá estar morna. 
Após despir o seu bebê, limpe muito bem seu bumbum (fora da banheira com algodão umedecido em água morna) e inicie o banho. Utilizando uma esponja bem macia e sabonete neutro (glicerina), lave primeiro o cabelo, jogando a água da frente para trás, depois o rosto e em seguida o tronco, braços, barriga, região genital, pernas e pés. Não se esqueça das dobrinhas e das axilas e não esfregue o sabonete diretamente em sua pele. 
Após o banho, seque muito bem o seu bebê, principalmente o umbigo, tomando cuidado para não esfregar a toalha sobre sua pele, e sim apalpando-a. 
Corte suas unhas (duas vezes por semana) usando uma tesourinha sem pontas e deixe-as bem arredondadas para que ele não se arranhe. 
Cuidado!!! Não introduza cotonetes nos ouvidos do seu bebê e não utilize talco, colônias ou perfumes. 


As fraldas 
Troque as fraldas do seu bebê sempre que necessário e não economize, pois assim diminui-se os riscos de assaduras. Caso for utilizar fraldas de pano, lave-as sempre com sabão neutro (glicerina ou côco). 
Nas meninas, a limpeza do bumbum deve ser feita da frente para trás, para se evitar riscos de infecção vaginal. 


As chupetas e mamadeiras 
Seria ótimo se seu bebê não usasse a chupeta. Mas se isto não for possível, a solução é escolher o modelo correto. 
O tipo do bico da chupeta deve ser ortodôntico, assim como o da mamadeira, e tem que estar de acordo com a idade da criança. Às vezes um bebê não aceita a chupeta porque é muito grande para sua idade. O material da chupeta pode ser em látex ou silicone. Mas o importante, é que o bico seja anatômico, de modo que se encaixe no palato (céu da boca) e tenha apoio para a língua, deixando-a na posição correta de descanso. A aba ou parte externa da chupeta, tem que acompanhar a curvatura do rosto do seu bebê, provocando vedação labial, para impedir que ele crie o mau hábito de respirar pela boca. 


As roupinhas 
As roupinhas do seu bebê devem ser sempre lavadas com sabão neutro, enxaguadas com bastante água corrente e passadas a ferro quente antes do uso. Nunca utilize goma ou amaciante de roupas quando for lavá-las. Estes produtos poderão irritar a pele dele. Além disso, não use perfumes ou sachês nas roupinhas, pois o bebê seu pode ser alérgico. 


As vacinas 
Apesar das defesas que o bebê ganha através do aleitamento materno, existem doenças contra as quais ele deve ser imunizado. Esta imunização se dá através de vacinas, que devem ser aplicadas de acordo com o Calendário de Vacinação, desde os primeiros dias de vida. 
A vacinação permite o controle e/ou erradicação de doenças graves como por exemplo, a Poliomielite, o Sarampo, a Tuberculose, a Hepatite B, a Rubéola e outras. 
O "Cartão de Saúde da Criança" é o primeiro documento do bebê e agrega em um único instrumento, além do registro de todas as vacinas, uma série de informações, tais como: os dados de identificação do seu bebê, anotações sobre o parto e condições de nascimento, um gráfico para acompanhamento da evolução do peso/idade, doenças mais importantes, dados da imunização e etc. 


O Teste do pezinho 
O chamado "Teste do pezinho", isto é, a extração de algumas gotinhas de sangue do calcanhar do recém-nascido, serve para testar o funcionamento genético do seu metabolismo, e tem como objetivo detectar precocemente algumas doenças, tornando possível o tratamento imediato, até mesmo antes que elas se manifestem. Quando você sair da maternidade, receberá, além de outras informações, a requisição para realizar o teste, que deve ser feito quando o seu bebê estiver com 2 a 7 dias de vida. 


A hora da naninha 
Os bebês costumam dormir cerca de 21 horas por dia, sendo o sono super importante para o seu desenvolvimento regular e saudável. Quando você puser seu bebê para dormir, deixe-o sempre de costas ou de lado e nunca coloque-o de barriga para baixo, por causa daquilo que se chama "Síndrome de Morte Súbita". Ela ocorre com mais frequência entre os 2 e os 6 meses. 
Antes de deitá-lo, não esqueça de fazê-lo arrotar, caso o tenha amamentado, e alise muito bem os lençóis do berço para que dobras não machuquem sua pele. 

As visitas ao pediatra 
Quando seu bebê estiver com aproximadamente 7 dias de vida, é importante fazer a primeira visita a um pediatra. 
Nesta consulta será realizado um exame geral, onde o peso e a estatura dele serão conferidos. Além disso, é nesta oportunidade que você deverá esclarecer as dúvidas.
As próximas consultas deverão ser mensais, para que haja um acompanhamento periódico quanto ao crescimento e desenvolvimento do seu bebê. Se surgir alguma dúvida ou se seu bebê não estiver bem, entre imediatamente em contato com o pediatra. 




O choro do bebê 

O choro do bebê é uma das coisas que mais causam confusão às mães. No começo, a mãe não consegue compreender porque ele tanto chora, o que só será possível após algum tempo. Mas com certeza, sempre há uma razão para tal manifestação. 
É através do choro que o seu bebê se comunica com você, e geralmente ele chora porque está com fome, com calor ou frio, cansado da posição em que se encontra, com a fralda suja, necessitando de colinho, carinho e atenção ou até mesmo porque não está se sentindo bem. 
O importante é aprender a identificar o choro dele e responder de imediato às suas exigências, mas sempre evitando correr a cada vez que ele chora, pois ele pode se acostumar e usar o choro como uma estratégia para nunca ficar sozinho. 
Se mesmo dando toda a atenção e cuidados ao seu bebê, ele continuar chorando convulsivamente, convém levá-lo ao pediatra para que se possa avaliar o porque do choro. 




As cólicas do bebê 

Seu bebê está chorando incessantemente, enquanto dobra as perninhas em direção à barriga e não consegue dormir de forma alguma? 
Geralmente estes sintomas indicam que ele está sentindo a chamada "cólica dos três meses" e vai demonstrar seu sofrimento chorando durante horas. 
A cólica afeta a maioria dos bebês e pode durar até o terceiro mês, desaparecendo de repente sem qualquer tipo de tratamento. Ainda não se sabe, com certeza, o que as provoca, mas alguns pediatras dizem que elas são causadas pela dificuldade que os bebês têm para se adaptar ao leite materno, enquanto outros dizem que são provocadas pelo excesso de ar no estômago ou até mesmo, pela ansiedade transmitida pelos pais. 
Infelizmente não existe tratamento para este tipo de problema, mas medicamentos para aliviar as cólicas podem ser utilizados, desde que prescritos pelo médico. É importante ressaltar que, quando as cólicas surgem, o pediatra deve ser consultado, principalmente se um outro sintoma como falta de apetite, febre ou perda de peso, aparecer junto, pois isto pode significar a presença de alguma doença. 

Aqui vai uma dica que pode ajudar bastante, mas consulte o pediatra mesmo antes de fazer os exercícios abaixo: 

Quando seu bebê estiver apresentando as cólicas, coloque-o deitado de costas sobre a cama, ou seja, virado com a barriguinha para cima e, com movimentos de vai-e-vem, segure nos pezinhos, leve seus joelhos até a barriguinha e volte a esticar as perninhas. Depois, com ele na mesma posição, faça movimentos como se ele estivesse pedalando numa bicicleta, ou seja, estique uma perninha, enquanto leva o joelho da outra até a barriguinha, em movimentos circulares. Faça estes dois exercícios alternadamente durante alguns minutos cada. 




A febre do bebê 

Quando você, num simples toque, perceber que seu bebê está febril, deve imediatamente medir sua temperatura com o auxílio de um termômetro. A medição deve ser feita na axila ou na virilha e nunca na boca, porque o termômetro pode se romper, o que é muito perigoso para o bebê. Quando medida na axila, a temperatura considerada normal é até 36,5ºC e na virilha, até 37,5ºC. A elevação da temperatura é a indicação de que alguma coisa não está bem e se torna perigosa quando ultrapassa os 42ºC. Portanto, se seu bebê apresentar alteração na temperatura, por um grau que seja, não deixe de levá-lo o quanto antes ao pediatra. 



Fica aqui um lembrete: Nunca dê remédios ao seu bebê sem o consentimento do pediatra, mesmo que pareça inofensivo. 


Fonte: Planeta Bebê